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Escolhas na visão kleiniana


Quando estamos nos desenvolvendo, na fase infantil, temos um período em que lidamos com a cisão do Ego. Esta cisão está relacionada a gostar ou não gostar, o sim e o não, o agradável e o não agradável, enfim, os dois posicionamentos diante de uma mesma situação.


Aprendemos que diante das situações em que vivemos, nos deparamos com momentos em que algo pode nos prejudicar ou pode nos fazer bem. Dali em diante, vamos entendendo cada situação nesta mesma temática, sempre classificando as situações. Essa classificação também nos ajuda a decidir que caminho vamos tomar, mas sempre baseados em experiências já vividas. Escolhemos um posicionamento e nos mantemos nele, sendo bom ou ruim. Logo, uma mãe que alimenta sua criança pode ser considerada boa ou ruim. É esta mesma experiência que levamos para as demais fases da vida, considerada a posição esquizoparanoide.


Porém, também chegamos a um posicionamento que nos mostra que a mesma situação pode ser boa e ter seu lado ruim e vice-versa. Chamamos essa nova forma de olhar de posição depressiva, em que se percebe que essa mesma mãe que alimenta a criança, mesmo tendo momentos que ela é muito boa, também terá momentos em que ela se demonstra sendo ruim.


Avaliar os dois lados da situação é o que precisamos fazer no nosso dia a dia. Sempre precisamos perceber as possibilidades diante de uma situação para diminuirmos ao máximo os impactos das consequências. Uma situação que consideramos ser ruim quando tomados pela nossa amídala precisa ser repensada.


Então, diante de uma decisão, ou diante de qualquer situação em sua vida, elenque todos os possíveis caminhos, se bons ou ruins, para que possa tomar decisões melhores. Tomar partido somente de um lado é a posição esquizoparanoide. Precisamos estar na posição depressiva (que não tem nada a ver com a depressão) para sermos mais racionais diante daquilo que estamos vivendo.


Antes de decidir, conte até 10 e respire. Raciocine! Pense antes de agir, quando a situação permite, o que é praticamente a maioria dos casos!

Sobre o autor:

Marcos Simoes

Psicanalista

Instagram: @psicanalista.marcossimoes

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